quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Publicação do livro "Entre os Luminares da Intuição" [06/12/2017]




    Livro: "Entre os Luminares da Intuição". Publicado pelo Clube de Autores.
Fruto de uma experiência de intuições e reflexões do autor. Uma coletânea de aforismos e pensamentos escritos entre 2015 e 2017, além de outros textos. 
 

O autor: Álvaro Vinícius
 

        Para comprar a versão impressa, clique aqui. 





 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Aforismos e Reflexões [29/06/2017-- 23/07/2017]

Entre o Mistério e a Evidência: os Magos do Oriente e os Doutores da Lei
[Comentário 29/06/2017]

  Um 'mistério': "uns magos do oriente" (Mt 2:1)--não dito que eram 3 nem Reis--, provavelmente relativos à antiga religião de Zoroastro, visto que "mago", "magush", termo persa, remete-se aos sábios zoroastrianos, que conheciam a ordem cosmológica. Uma 'evidência': nem Herodes nem os doutores da Lei nada sabiam. Ficavam, burocraticamente, repetindo as escrituras. E o pior: o sumo sacerdote judeu, Caifás, o saduceu, tramou a morte de Jesus.
Link:
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*Meu comentário referente ao texto: "O Direito vem antes do Estado; e a propriedade privada originou o Direito". Este texto, que é o alvo da crítica, encontra-se no site <mises.org.br> (Instituto Ludwig von Mises).

Uma falácia liberal (Comentário 11/07/2017)

 Uma falácia liberal, que vê o mundo por um modelo abstrato. É certo que a noção de 'direito' nunca foi idêntica à sua ideia nos tempos recentes, embora sempre existisse por uma certa noção natural de "justiça", assimilada pela tradição que assegurava a ordem humana. E todas as ordens humanas na antiguidade pautaram-se numa alegada origem "sacra" ou "revelada". Quando Moisés, p. ex., nas Tábuas da Lei, entregou os Dez Mandamentos, em que um dos mandamentos dizia "Não furtarás", isto é, não roubar o "bem alheio", não fez isso por causa da propriedade privada, mas para orientar e disciplinar, mediante a revelação, o seu povo na "Terra Prometida". E isso foi antes de Canaã, antes de qualquer "Estado" e qualquer legitimação de propriedade. Não precisou esperar que primeiro houvesse uma propriedade para gerar a Lei.

Link do comentário:

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Templo Físico e Templo Espiritual [23/07/2017]

  Há a confusão entre um 'templo feito de tijolo' (local) e um 'templo do espírito' (não-local). Parte esclarecedora: "Mas a 'hora vem', e 'agora é', em que os verdadeiros adoradores adorarão em 'espírito' e em 'verdade'" (João 4:23). A "hora vem", aqui, guarda o sentido sobre as últimas coisas, não no conceito de "tempo linear", abstrato, mas a própria 'consumação do Tempo'. O "e agora é", verbo no presente, é a revelação imutável, dialética ao corpo físico, limitado no 'espaço' e no 'tempo'. Então, não adianta ir a Jerusalém ou viver num templo (físico), se não há adoração em "espírito". Quando se diz que 'o Espírito habita em vós', quer dizer que ele não se delimita por denominações. A divisão está entre aqueles que adoram em espírito e os que não adoram em espírito.
Link: 


Aforismos e Reflexões [11/06/2017 -- 12/06/2017]



O Senso Demagógico e o Analfabetismo Lógico-Semântico
[Comentário do dia 11/06/2017]

   Quanto mais reforçado é o senso demagógico, uma inclinação que se alimenta pelo efeito publicitário, maior é a confusão entre o que é 'objetivo' e o que é 'arbitrário'. Confundem a assimilação verbal com o que representam mentalmente pelo que acreditam que seja posto em cada palavra. Isso é consequência do analfabetismo lógico-semântico, que é onipresente nas 'gerações mais certificadas'.
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O Feminismo e sua aberração Pseudo-Esotérica 
[Comentário do dia 12/06/2017]

1. A raiz do feminismo visa a destruição da própria mulher sob uma falsa alegoria de libertação e igualdade.
2. Isso vem desde das variantes gnósticas de Margaret Sanger e Annie Besant, que delirantemente interpretavam uma falsa ideia "andrógena" do ser humano -- uma aberração pseudo-esotérica --, como se fosse uma "nova raça" que superaria a "diferença" entre os gêneros.
3. A "New Age", já bem infundida no meio acadêmico com as novas gerações (principalmente nas Áreas de Humanas), é a atmosfera desse delírio e qualquer palestra contrária a essa loucura não pode jamais se limitar ao discurso externo.
*O comentário toma por referência a notícia "Palestrante contra feminismo hostilizada em universidade diz que professores foram coniventes."
(Fonte: Gazeta do Povo)
Obs: para informações básicas sobre a relação entre Margaret Sanger e o falso esoterismo. Quanto a Annie Wood Besant, o caso é bem mais emblemático.
Link:





sábado, 10 de junho de 2017

A Consciência: a Existência enquanto Única e Una [09/06/2017]


A Consciência: a Existência enquanto Única e Una.
Escrito por Álvaro Vinícius de Souza Silva
Data: 09/06/2017


1. O "tudo" procede de uma unidade, o "1", não como kathegoría de quantidade, e muito menos de um mero proceder metafórico ou de interpretações principiológicas do pensamento acadêmico moderno. E tudo isso, apesar da licitude expressiva, só se torna possível em virtude de nosso "logos" interno, a capacidade analógica de um homem que intui e percebe, o que é bem diferente de um maquinário cognitivo que somente cataloga as percepções de um mundo reduzido ao ideário fenomenológico, bem como aprisionando-se em suas "coisas em si".
2.  O Evangelho segundo João inicia com o seguinte: "No princípio era o Verbo,(...)". Nessa asserção, assinala-se a primeira chave simbólica, que nos abre à potência criadora da realidade. Não é a realidade por ela mesma, em autossuficiência, de modo que ela seja um "relógio" inicialmente criado para uma "livre" operação mecânica e impessoal, negando-lhe assim a possibilidade de ser cônscia de sua própria automação cíclica. Aqui, o "verbo", "verbum" (vulgata) ou "'logos" refere-se à própria manifestação da Vontade última (ômega), que é a primeira (alpha), já que rege o sentido do que costumamos perceber por "tempo", definido entre um "princípio" e um "fim".  
3.  Com a manifestação da Vontade, o Verbo, que é o Logos, irradia as possibilidades cósmicas da criação, hierarquizando-as em inumeráveis Ordens. A Realidade, por efeito, desdobra-se pelo movimento escalar da Inteligência, sendo a Consciência tanto o "espelho" que reflete a "luz" da natureza criada quanto a "lente" que refrata esse movimento pelas diretrizes imperfeitas de nossa vontade, proveniente de nossas violações pela livre ação, a liberdade concreta dos Seres. E nada mais coerente, nesse cânone da criação, com "karma" e o "dharma" da tradição oriental nos mais variados níveis simbólicos de aplicação analógica.
4.  É por essa razão, então, que a existência, a manifestação do Verbo, apenas se é pelos reflexos universais da Consciência Ordenadora, havendo tanto a singularidade da Consciência pelo "logos interno" de cada Ser quanto a Consciência da Unidade pelo vislumbre espiritual, ambas voltadas ao princípio, à Potência Criadora. E nós, criados "à imagem e semelhança" (Gn 1:26), tendo em vista a "queda" do Éden, temos que reintegrarmos mediante o Cristo, a salvação.

Referências/Complementações:
1-Bíblia: tradução em Português. João Ferreira de Almeida-Revista e Corrigida.
2-A palavra "Verbum" está presente na Vulgata, a tradução da Bíblia para o Latim.
3-Sobre o "logos interno", recomendo meu texto/pensamento: "A Evidência e o Logos Interno" [Aforismo de 22/05/2017]
Link:
4-Para complementar a reflexão, recomendo meu texto:
"O Reino das Analogias Superiores: as Palavras sem os Véus (I)"
Data: 19/08/2016.
Link:


 *Este texto foi publicado no Recanto das Letras. 


  

sábado, 13 de maio de 2017

AFORISMOS – 13-05-2017

AFORISMOS – 13-05-2017
(Registrados no SafeCreative)
Escrito por Álvaro Vinícius de Souza Silva

I
“A criação de todas as coisas na Natureza não necessita do grito nem do silêncio, pois em nada “é” e em tudo “vem a ser”. É o sempre cessar pelo iminente devir”.   


II
“O Espírito que em nós habita é a água de nosso Templo. Se insalubre, em nada nos purifica”.


III
“As forças de nosso pensamento provêm da vontade, não da fantasia”.
 Escrito por Álvaro Vinícius de Souza Silva

IV
“Os números são os alfabetos da razão prática, enquanto as palavras formam os seus dicionários”.


V
“Não existe desejo sem um único olhar; e um olhar sem uma única intenção”.

domingo, 2 de abril de 2017

A Hierarquia (Paramétrica) entre os Conceitos [Vídeo-30/03/2017]



A Hierarquia (Paramétrica) entre os Conceitos
 [Vídeo-Youtube 30/03/2017] 




  A hierarquia (paramétrica) entre os conceitos. É parte de um vídeo sobre Lógica e Argumentação, tendo por referência o meu texto "Minhas Regras Práticas Lógica e Argumentação (Parte 1)" [04/10/2016] (Link). 



quarta-feira, 15 de março de 2017

As noções geométricas e a "koiné ennoia"

As noções geométricas e a "koiné ennoia"

Por Álvaro Vinícius de Souza Silva
Data: 14/03/2017
(Registrado no SafeCreative)


As noções geométricas como "ponto", "reta" e "plano" são menos intuitivas que acomodativas por esquemas prévios. Euclides, na obra "Os Elementos" (300 a.C), não diz que elas sejam diretamente postas por observações do comportamento natural. Apenas diz que tratam-se de 'definições'. Para não cair numa compreensão mais redutora ou rasa sobre as coisas, tomando assim essa constatação, é preciso retroagir a tudo que possa ter gerado as definições ou modelos, ou a "Κοινή ἔννοια", "Koiné ennoia", intenções comuns do pensamento pelas reiterações coletivas. É só assim que, portanto, é possível afastar-se das assimilações passivas das definições, das estereotipagens ou ideias falsas.

Foi publicado no meu perfil de rede social. 
Disponível na data 15/03/2017. 
Foi publicado no Recanto das Letras. 


quinta-feira, 9 de março de 2017

A Chave da Ciência: coincidência numérico-simbólica?

A Chave da Ciência: coincidência numérico-simbólica? 

Por Álvaro Vinícius de Souza Silva



Este trecho do Novo Testamento, no livro de Lucas, é bastante assertivo, inclusive a numeração associada: "Haveis usurpado a 'chave da ciência', e não entrais vós, e haveis 'impedido' aqueles que entravam.” (Lucas 11:52). Em capítulo 11 e versículo 52=> 1+1+5+2=9, que é o novenário, o triplo ternário, a multiplicidade do "3": o terceiro, a manifestação, a síntese. Em Gênesis '9:9', ocorre a "aliança" após o "dilúvio", que renovou a face da Terra. O "9" é o símbolo da "abertura" para o novo início, mas apenas para os que possuem a "chave". E Noé, em Gênesis, representa quem teve esta "chave".


Este comentário foi publicado no meu perfil de rede social (Facebook). 
Para a consulta (disponível na presente data): 

Para a citação do trecho bíblico, foi consultada uma versão online da Bíblia.
Link:<https://www.bibliaonline.com.br/acf/lc/11/52> 
Acesso: 04/03/2017.

quarta-feira, 8 de março de 2017

O "Progressismo": uma fantasia [08/03/2017]

O "Progressismo": uma fantasia [08/03/2017]
 Por Álvaro Vinícius de Souza Silva

Ideólogos “progressistas” são ilógicos: não veem que, quando eles mesmos envelhecem, a sobrevivência opta por ‘conservar’ porque toda mudança cega de hábito é um risco inapropriado para uma adaptabilidade cada vez menor, o que é bem diferente das crises, etapas de maturação, sendo determinadas, em termos brutos, no nível fisiológico. À nível social, continua esse mesmo sentido.
***

Lema da bandeira: 'Ordem e Progresso'. É irreal ter o "Progresso", uma reta cujos pontos seguem indefinidamente, e uma "Ordem" que a mantenha numa só direção. De 1891 para cá, nada disso aconteceu.
***

A adaptabilidade é uma capacidade interna dos seres, que procura 'conservá-los'. O "progresso" indefinido é um conceito antinatural e torna-se absurdo quando aplicado coletivamente, atado a inúmeras imprevisões de respostas. Nenhum grupo humano, com efeito, persiste coesivamente quando a única referência de princípio é uma expectação abstrata de 'progresso', uma loucura, predefinido ideologicamente nas Leis. Quem é "progressista" nega aspectos primários da realidade.

Publicados no meu perfil de rede social (Facebook).


segunda-feira, 6 de março de 2017

A Estrutura da Personalidade e a Objetividade

A Estrutura da Personalidade e a Objetividade
Por Álvaro Vinícius de Souza Silva
Data: 06/03/2017

Uma compreensão objetiva das coisas depende de uma cota mínima de formação pessoal, que é a maneira a partir da qual se estrutura a personalidade. Se a personalidade depende de uma “subcultura”, ou “estilo”, na qual a “mentira” e a “verdade” não são claramente ‘discerníveis’, embora sejam delimitadas por categorias arbitradas pelo poder de terceiros, terá traços psicológicos que rompem a “coerência” entre as suas ‘atividades da cognição’ e as suas ‘percepções reais’. Por ex., se o indivíduo percebe algo como verdadeiro, poderá deturpá-lo por meio das forças de suas ‘categorias de juízos’, tentando filtrar ou sabotar parcialmente um fluxo de percepções que o contraria numa questão. Nesse sentido, surge uma conclusão já razoavelmente permitida, anteposta assim provisoriamente: quanto mais baixo ou raso o desenvolvimento da real personalidade, já que sofre dependência de várias influências inapropriadas ou viciadas por uma cultura limitada de fatos, sobretudo pelo aspecto de ter sido realizada por uma edificação canhestra em cima de uma base assimilativa das formas externas estereotipadas, frequentemente acentuando-as pelo denominado mau caratismo ou angulando-as pelas inclinações malsãs ao convívio, maiores serão, então, as facilitações para essas personalidades pouco talhadas poderem arguir a qualquer custo, aproveitando-se das fragilidades e disputas simplórias. Por consequência, maiores serão os graus de sabotagem sobre até o que elas não tiveram por nenhuma ciência, intrometendo-se indevidamente, sob juízos viciados e confusos, em questões alheias como se fossem extensões de seus próprios habitats de vida.

Foi publicado também no Facebook [data: 06/03/2017]. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

ADVERSUS IMPETUS (Parte 2) [01/03/2017]

ADVERSUS IMPETUS [AFORISMOS VI, VII, VIII, IX e X]

Autor: Álvaro Vinícius de Souza Silva
Data: 01/03/2017


VI- Uma poderosa abertura à intuição pode dispensar qualquer fato e a maioria das experiências que depende diretamente da fenomenologia externa. Isso é sempre um acinte à egóica mania de limitar a inteligência às atividades cerebrais e ao que os olhos podem estabelecer por um aparente sentido.

VII- O peso das instituições mais honradas não substitui a correta razão de um único homem. Nem mesmo as dignificadas como as melhores universidades do mundo.

VIII- A lógica não é um conjunto de critérios formais ou regras de valores abstratos. Essa é uma de suas faces aplicativas. Ela está mais para um diapasão de nossos pensamentos.

IX- A idiotice é um amálgama entre a ignorância e o direito de ser livre a qualquer custo.

X- A obsessão moderna com as palavras  “conhecimento” e “educação” faz com que  todos os delírios possam ser aceitos pela certificação das letras.

*Para acesso da parte 1: 





terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

ADVERSUS IMPETUS (Parte 1) [28/02/2017]


ADVERSUS IMPETUS [AFORISMOS I, II, III, IV, V]
Autor: Álvaro Vinícius de Souza Silva
Data: 28/02/2017

I- Uma pessoa sã, inteligente, tenderá a reconhecer as outras como passíveis de igual entendimento. O burro, o tolo, impõe e não ouve o interlocutor; e ainda assim duvida de qualquer ensino que possa contribuir.

II-A diferença entre “consequência” e “justificação” é muito clara. O que se segue de outra coisa, nada mais é que o empuxo das afirmações antecessoras. A justificação é o sentido contrário: das consequências para as causas.  

III-A comunicação envolve um mínimo de afinidade lógica e semântica. Quem nega o princípio da contradição, verá mais contradição no que não entende do que em si mesmo.

IV-Quem renuncia a lógica, não tem limites de referência. Logo, não agirá por contraposição. Será, frequentemente, por sabotagem discursiva.

V-Trocar facilitações oblíquas por esforços deliberados exige uma orientação disciplinada, porque resguarda a maturação de princípios. Por não existir um processo idealizado e unívoco, tal disciplina força a sua inteligência a enormes variações estratégicas.   

*É da primeira parte de uma sequência de aforismos em andamento, que visa proporcionar, futuramente, o desenvolvimento de uma obra.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Minha Coletânea (II): AFORISMOS E REFLEXÕES.
Autor: Álvaro Vinícius de Souza Silva



A FÉ E A LEI [06/01/2017]

O Novo Testamento é puramente lógico: se não há confiança pela justificação dos atos, "testificado juntamente a sua consciência" (Rom 2:15), não há Lei que o faça obedecer, porque ocorre transgressão da Lei pela tradição (Mt. 15:4). Enquanto os fariseus apontavam que os discípulos 'não lavavam as mãos' antes de comer, Cristo dizia que o que 'saía pela boca é o que os tornava impuros'. Conclusão: não é pela obediência à tradição que seremos plenamente justificados.


MEDITAÇÃO: O TEMPO [17/02/2017]

 O tempo poderia dizer, em cada segundo, em cada fração de segundo, ou em cada ciência de súbita intuição, a vacuidade que o pensamento nos compadece quando confiamos em todo ornamento lógico que opera o raciocínio. Num cavalgar imaginativo de um piscar de olhos, todas as profundezas são esquecidas e todas as palavras são tratadas como as únicas relíquias.


A ANATOMIA, O PSICOSSOMA E O PRINCÍPIO DE GÊNERO [17/02/2017].

1. O desenvolvimento anatômico segue um alinhamento psicossomático, passo a passo no útero, trabalhando de acordo com o princípio de gênero da realidade natural: masculino ou feminino.
2. Embora a medicina ortodoxa desconheça, existe uma relação fluídica, invisível, energeticamente sutil, paralela, tentando se expressar pela matéria orgânica em progressiva autoconsciência.
3. Talvez seja daí que vem esta confusão entre o corpo e a mente por conta de inadequações no processo.
4. Isso é diferente de dizer que o gênero não passa de uma atitude psicológica, como tenta insinuar esta campanha. Não há como escapar dos cromossomos, mesmo quando se altera a anatomia para ter pulsões sexuais opostas.
Obs: a campanha a que me refiro é a polêmica que surgiu com um cartazes sobre transexuais na Espanha. Esta disponível no site
<http://www.bbc.com/>Acesso 17/01/2017.


AFORISMOS 19-01-2017: REFLEXÕES DO "FATÍDICO" DIA
Autor: Álvaro Vinícius de Souza Silva

1.Há muitos que sempre vão nivelar uma explicação complexa, embora assimilável, pelo que foram habituados a entende./  2.Quando não entendem algo, taxam de "teórico da conspiração", já que se sentem confortáveis com a mídia e a educação que receberam./ 3. A real máquina de poder da Nova República é um Estado dentro de um Estado "visível" e "fantasioso" pela CF. Em breve, será o próprio Estado./ 4. É falsa a imparcialidade quando tratam os fatos sem as circunstâncias. Em contexto, uma possibilidade pode ser mais provável que outra.

AFORISMOS 21/01/2017

            A idolatria mais rasteira, sendo também a mais perigosa, é aquela que trata a "divindade" como um "Papai Noel" disposto a dar-lhe presentes./ 

    Essa onda de "herói" é tergiversação pública e simplifica  muito uma trama pouco sondável. P. ex., Sérgio Moro não é herói nem vilão. / 


   O próprio sistema tenta guiar seus "contrários". Retira-os quando estão fora de ordem. Não é o "gênio" de Hegel, mas a astuta dialética. 

  
  
     * Foram publicados no Recanto das Letras e nos meus perfis de rede social (Twitter e Facebook). 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

MINHA COLETÂNEA (I): AFORISMOS E REFLEXÕES

 MINHA COLETÂNEA (I): AFORISMOS E REFLEXÕES
Autor: Álvaro Vinícius de Souza Silva


AFORISMO DO DIA [30/12/2016]

 Metaforicamente, todo ser humano é um 'demônio' em potencial. Mas há quem se julgue tão puro que a sua projeção mental acerca de Deus seja uma “divindade” que, por dever exclusivo, cumpra seus fúteis desejos.


O TEOLOGISMO MODERNO [AFORISMO]

 No mundo moderno, existe um romantismo teleológico das "coisas", como se até a "felicidade" estivesse a caminho. É uma falsa percepção.


BREVE REFLEXÃO SOBRE 2016

 Após o grande ano 2016, o duplo solar, final de um ciclo que teve início em 1981, cujo período representou a expiação e a projeção ideal de um mundo já exausto com a guerra fria, bem como de revelações após esse período lunar (1945-1981), entra-se num interlúdio revolucionário até 2020, pelo menos com certo potencial conservador, no sentido de estabelecer os novos eixos de poder. Mas nada é muito otimista e tudo pode desbancar para o pior a nível social, porque certos "otimismos" escondem as falsas ideias de um ciclo anterior.


PSEUDO-ESOTÉRICOS E O ANO VINDOURO

 Quando pseudo-esotéricos falam sobre as "energias" do ano, lembro que José, um escravo egípcio, foi o único a interpretar o sonho do Faraó. José foi vendido como escravo e designado pelo Faraó para governar. As dificuldades foram as maiores bênçãos. Não foi a “vibe” do ano.


A FORÇA DO PENSAMENTO, A POLARIDADE E A SUPERSTIÇÃO


I- Não faz sentido atribuir ao pensamento o rótulo de "positivo" ou "negativo" pelo mero desejo; ou ele positiva a realidade ou nega a realidade. É primeiro pela vontade; não pela fantasia.

II-As "coisas" precisam de polos, um lado positivo e outro negativo, tudo em constante tensão. Essas tensões é que dão toda a dinâmica: ora favorável, ora desfavorável. O que passar disso é puro marketing.

III-A superstição é uma atrofia simbólica. E todo símbolo, por mais cauterizado que seja, precisa ser absorvido pela consciência, não o oposto.


OS REGISTROS AKÁSHICOS [Rápido Comentário]


 H.P. Blavatsky dizia que consultava os registros 'akáshicos' pela projeção da consciência. Se a sintonia do 'receptor' é baixa, densa, com "amarras" no corpo de desejo, ele só captará o que se condicionou a intuir: caos, aleatoriedade, disformidade, frio, quente, odor, olor e etc. É o que está na zona imediata dos sentidos, que é o primeiro nível da sobrevivência carnal. Já se a sintonia tem ajuste mais "sutil", embora perfeitamente real, consegue "perceber", sem dependência bruta dos sentidos, uma faixa de "dados" que se projeta e só se expressa em símbolos, não na linguagem escrita. É um domínio bioenergético mais "áurico", alinhado a faculdades superiores da alma (nephesh).

*Foram publicados no Recanto das Letras, assim como em rede social. 



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Meu Comentário sobre a notícia: “Causalidade quântica questiona lei de causa e efeito” [21/12/2016]



Meu Comentário sobre a notícia: “Causalidade quântica questiona lei de causa e efeito”.

Autor: Álvaro Vinícius de Souza Silva
*Foi publicado no meu perfil de rede social


1. A meu ver, 'causa-efeito' não é uma Lei; é uma determinação da 'realidade natural', tendo o maior grau volitivo (arbítrio) no domínio humano. 

2. O passado e o futuro 'não são reais', mas 'estão em realidade' pelo 'estado presente', que gera uma enlace contínuo justamente pela repercussão das ações! 

3. Em potências espirituais, por analogia, já que não estão limitadas pelo espaço nem pelo tempo, similar à fronteira quântica, as ações são 'holo-gráficas', isto é, as ações podem estar em 'todas as partes' já que causa e efeito não fazem sentido! 

4. É como se o 'presente' ficasse mais 'largo' quando são aumentadas as possibilidades volitivas num corpo, cada vez mais fora das determinações naturais. É o Ad Eternum do gloria corporis da revelação bíblica.


Notas:


i-Subdividi o comentário em 4 partes, enumerando-as: 1, 2, 3 e 4. 


ii-A notícia: "Causalidade quântica questiona lei de causa e efeito" encontra-se no site Inovação Tecnológica. 
Link: 


iii-Retirei as aspas de Ad Eternum e gloria corporis e deixei-as em itálico: Ad Eternum e gloria corporis. Não havia o recurso itálico quando fiz o comentário. 


iv-<https://www.facebook.com/vinicius.last> Vigente na presente data da publicação. <21/21/2016>

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Conhecer e Imaginar: um processo dinâmico e indivisível



Conhecer e Imaginar: um processo dinâmico e indivisível
Autor: Álvaro Vinícius de Souza Silva
Data: 15-12-2016

  
   Faz-me convulsionar, às vezes, uma ruptura entre o conhecimento e a imaginação. Dr. Albert Einstein, em notável exemplo, dizia em letras inspirativas que a "imaginação é mais importante que o conhecimento". Por trás dessa famosa citação, firme em seu aparente júbilo científico, haveria, talvez, uma ideia soturna que não indicaria tão somente a grande visão "maléfica" que o conhecimento esbanja quando está apenas tecnicamente dominado, bastante saturado em critérios axiológicos e carente de expansão crítica. Emergiria facilmente, nesse sentido frasal, a tendente mania de equiparar graus de importância entre a "atividade de conhecer" e a "atividade de imaginar". Tanto uma quanto a outra, ao contrário das distinções didáticas, ou de algum romantismo einsteiniano, não obedece exclusivamente ao arbítrio de artifícios "estilísticos" do mundo subjetivo.  O "conhecer" e o "imaginar", em síntese, são faces de um único processo, indivisível e dinâmico, sobre as quais a nossa consciência recria-as numa dada visão metafórica, seja em maiores gradações objetivas ou não objetivas.   

Publicado no Recanto das Letras. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O Natal, o Paganismo e a Religiosidade (Aforismos)

O Natal, o Paganismo e a Religiosidade (Aforismos)
Autor: Álvaro Vinícius de S.Silva


I-Todo ano ouço o seguinte: “O Natal é uma festa pagã”. Não, o Natal não é uma festa pagã, pois de "Natalis Solis" virou "Natalis Christi".
                                         ***

II-O problema do "Sol Invictus" romano é a criação do ídolo solar, não a simbologia cíclica envolvida.
                                         ***

III-A religiosidade popular sempre padece de alguma índole pagã.  As imagens e festividades ajudam-na a assimilar o sentido "sacro" dos eventos.
                                          ***

IV-Doutores de Herodes tinham zelo com a Lei Mosaica, mas foram uns Magos, talvez sacerdotes zoroastrianos, que seguiram a Estrela do Oriente.
                                                       

Publicado no Recanto das Letras


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Minhas "regras" práticas [Lógica e Argumentação] (Parte1)



Minhas"regras"práticas [Lógica e Argumentação] (Parte1)
Escrito por Álvaro Vinícius de Souza Silva



1. Existem muitos livros que tratam da argumentação. Tais livros são colocados nas estantes jurídicas, o que já dispensa com grão rapidez maiores justificações para esse enfoque. Outros livros, pouco afeitos a gradações mais específicas de alguma área, adotam uma propedêutica que, por "ipso facto", consolidam o uso notacional de elementos quantificadores (lógica de primeira ordem, lógica de segunda ordem) ou a aplicação de operadores modais (lógica modal) [1],[2]. 

2. Não obstante, não farei nenhuma especificação por esses corpos matemáticos de disciplina lógica, apenas destacarei algumas "regras" práticas que elaborei, bem mais conexas à disposição da lógica natural e à nossa capacidade de perceber distinções, desde níveis mais dependentes da percepção imediata da experiência (situação ou fatos) até graus relativos à organização 're-lacional', de 'relatus', 're', mais 'ferre' (portar) [3]. 

3. Com isso, ao portar-se às coisas (objetos) e apreendê-los através de alguma correspondência, já exijo automaticamente a "ideia âncora", o cânone de locação inteligível, aquilo pelo qual já possuo (ou acredito possuir) o adequado critério (ou até o método) para arvorar as várias relações (normalmente causais). É nesse preciso ínterim que diversas "amarras" condicionadas por fatores negativos (pressões sociais, tradições fechadas, maus hábitos de raciocínio, mau caratismo) e por fatores positivos (educação estritamente formal, vício do adestramento cognitivo, fixação ideológica) atuam bastante e mascaram-se pela artificialização lógica. Nesse aspecto, não adianta apenas aprender fórmulas lógicas sem desenvolver a lógica natural e a mediação inteligível (ordenação concreta e consistência de pensamento).     

4. Eis aqui algumas "regras". São apenas indicativos elementares, porém aptas para suscitar tanto exercícios como uma reflexão mais vasta:

I-A dúvida evoca a enunciação interrogante. Pela própria expectativa de resposta, ela atende à função de um meio, não de um fim plenamente justificado ou determinado.

Observação: essa regra serve para esclarecer particularmente os céticos de persistência religiosa (ironia). Em meu texto, "O inabitual como susto: o cético pantomima", mostro que esse cético mimético deixa em equivalência direta a 'potencial evidência' de uma realidade mau vista por suas "localizações inteligíveis" com os quadros de memórias experimentais (limites observacionais) referidos às suas especialidades metodológicas, circunscritas a determinados campos de estudo e às respectivas capacidades instrumentais. Por conseguinte, se não acham a "evidência", indeferem ou negam até a possibilidade do desenvolvimento de outra estrutura de conhecimento, a qual abriria rumos investigativos para explicar a fenomenologia envolvida (aqui, os "doutores" céticos classificam-na como pseudociência). 

II-Elementos circunstanciais não são relações de necessidade, nem se esquivam de constituírem o protagonismo causal na ocorrência de outros cenários subsequentes.
Observação: eventos anômalos da natureza podem ser o resultado de influências não esperadas, mas nada exclui que sejam reflexos causais de correspondências de ordens físicas que não tiveram ainda seu pleno conhecimento estrutural. 

III-Existe uma hierarquia de conceitos num corpo de estudo, bem como de observações feitas pelo uso de tais conceitos.
Um exemplo: destacar demasiadamente a importância do PIB (Produto Interno Bruto), ao ponto de transpassar o seu conceito e torná-lo quase como sinônimo do conceito de economia ou de superestimá-lo.

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Foi publicado no Recanto das Letras:
(Link)

Notas:
1-Informações básicas sobre Lógica:
Acesso: 04/10/2016.

2-Sobre a Lógica Modal:
Acesso: 04/10/2016.

3-Etimologia (Palavra: relação):
Acesso: 04/10/2016.

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Recomento meus textos:
"O inabitual como susto: o cético pantomima".
Link:
"O Reino das Analogias Superiores: as Palavras sem os Véus".
Link:
"A Ideoscopia Acadêmica" (Parte 1)
Link: