sábado, 10 de junho de 2017

A Consciência: a Existência enquanto Única e Una [09/06/2017]


A Consciência: a Existência enquanto Única e Una.
Escrito por Álvaro Vinícius de Souza Silva
Data: 09/06/2017


1. O "tudo" procede de uma unidade, o "1", não como kathegoría de quantidade, e muito menos de um mero proceder metafórico ou de interpretações principiológicas do pensamento acadêmico moderno. E tudo isso, apesar da licitude expressiva, só se torna possível em virtude de nosso "logos" interno, a capacidade analógica de um homem que intui e percebe, o que é bem diferente de um maquinário cognitivo que somente cataloga as percepções de um mundo reduzido ao ideário fenomenológico, bem como aprisionando-se em suas "coisas em si".
2.  O Evangelho segundo João inicia com o seguinte: "No princípio era o Verbo,(...)". Nessa asserção, assinala-se a primeira chave simbólica, que nos abre à potência criadora da realidade. Não é a realidade por ela mesma, em autossuficiência, de modo que ela seja um "relógio" inicialmente criado para uma "livre" operação mecânica e impessoal, negando-lhe assim a possibilidade de ser cônscia de sua própria automação cíclica. Aqui, o "verbo", "verbum" (vulgata) ou "'logos" refere-se à própria manifestação da Vontade última (ômega), que é a primeira (alpha), já que rege o sentido do que costumamos perceber por "tempo", definido entre um "princípio" e um "fim".  
3.  Com a manifestação da Vontade, o Verbo, que é o Logos, irradia as possibilidades cósmicas da criação, hierarquizando-as em inumeráveis Ordens. A Realidade, por efeito, desdobra-se pelo movimento escalar da Inteligência, sendo a Consciência tanto o "espelho" que reflete a "luz" da natureza criada quanto a "lente" que refrata esse movimento pelas diretrizes imperfeitas de nossa vontade, proveniente de nossas violações pela livre ação, a liberdade concreta dos Seres. E nada mais coerente, nesse cânone da criação, com "karma" e o "dharma" da tradição oriental nos mais variados níveis simbólicos de aplicação analógica.
4.  É por essa razão, então, que a existência, a manifestação do Verbo, apenas se é pelos reflexos universais da Consciência Ordenadora, havendo tanto a singularidade da Consciência pelo "logos interno" de cada Ser quanto a Consciência da Unidade pelo vislumbre espiritual, ambas voltadas ao princípio, à Potência Criadora. E nós, criados "à imagem e semelhança" (Gn 1:26), tendo em vista a "queda" do Éden, temos que reintegrarmos mediante o Cristo, a salvação.

Referências/Complementações:
1-Bíblia: tradução em Português. João Ferreira de Almeida-Revista e Corrigida.
2-A palavra "Verbum" está presente na Vulgata, a tradução da Bíblia para o Latim.
3-Sobre o "logos interno", recomendo meu texto/pensamento: "A Evidência e o Logos Interno" [Aforismo de 22/05/2017]
Link:
4-Para complementar a reflexão, recomendo meu texto:
"O Reino das Analogias Superiores: as Palavras sem os Véus (I)"
Data: 19/08/2016.
Link:


 *Este texto foi publicado no Recanto das Letras. 


  

sábado, 13 de maio de 2017

AFORISMOS – 13-05-2017

AFORISMOS – 13-05-2017
(Registrados no SafeCreative)
Escrito por Álvaro Vinícius de Souza Silva

I
“A criação de todas as coisas na Natureza não necessita do grito nem do silêncio, pois em nada “é” e em tudo “vem a ser”. É o sempre cessar pelo iminente devir”.   


II
“O Espírito que em nós habita é a água de nosso Templo. Se insalubre, em nada nos purifica”.


III
“As forças de nosso pensamento provêm da vontade, não da fantasia”.
 Escrito por Álvaro Vinícius de Souza Silva

IV
“Os números são os alfabetos da razão prática, enquanto as palavras formam os seus dicionários”.


V
“Não existe desejo sem um único olhar; e um olhar sem uma única intenção”.

domingo, 2 de abril de 2017

A Hierarquia (Paramétrica) entre os Conceitos [Vídeo-30/03/2017]



A Hierarquia (Paramétrica) entre os Conceitos
 [Vídeo-Youtube 30/03/2017] 




  A hierarquia (paramétrica) entre os conceitos. É parte de um vídeo sobre Lógica e Argumentação, tendo por referência o meu texto "Minhas Regras Práticas Lógica e Argumentação (Parte 1)" [04/10/2016] (Link). 



quarta-feira, 15 de março de 2017

As noções geométricas e a "koiné ennoia"

As noções geométricas e a "koiné ennoia"

Por Álvaro Vinícius de Souza Silva
Data: 14/03/2017
(Registrado no SafeCreative)


As noções geométricas como "ponto", "reta" e "plano" são menos intuitivas que acomodativas por esquemas prévios. Euclides, na obra "Os Elementos" (300 a.C), não diz que elas sejam diretamente postas por observações do comportamento natural. Apenas diz que tratam-se de 'definições'. Para não cair numa compreensão mais redutora ou rasa sobre as coisas, tomando assim essa constatação, é preciso retroagir a tudo que possa ter gerado as definições ou modelos, ou a "Κοινή ἔννοια", "Koiné ennoia", intenções comuns do pensamento pelas reiterações coletivas. É só assim que, portanto, é possível afastar-se das assimilações passivas das definições, das estereotipagens ou ideias falsas.

Foi publicado no meu perfil de rede social. 
Disponível na data 15/03/2017. 
Foi publicado no Recanto das Letras. 


quinta-feira, 9 de março de 2017

A Chave da Ciência: coincidência numérico-simbólica?

A Chave da Ciência: coincidência numérico-simbólica? 

Por Álvaro Vinícius de Souza Silva



Este trecho do Novo Testamento, no livro de Lucas, é bastante assertivo, inclusive a numeração associada: "Haveis usurpado a 'chave da ciência', e não entrais vós, e haveis 'impedido' aqueles que entravam.” (Lucas 11:52). Em capítulo 11 e versículo 52=> 1+1+5+2=9, que é o novenário, o triplo ternário, a multiplicidade do "3": o terceiro, a manifestação, a síntese. Em Gênesis '9:9', ocorre a "aliança" após o "dilúvio", que renovou a face da Terra. O "9" é o símbolo da "abertura" para o novo início, mas apenas para os que possuem a "chave". E Noé, em Gênesis, representa quem teve esta "chave".


Este comentário foi publicado no meu perfil de rede social (Facebook). 
Para a consulta (disponível na presente data): 

Para a citação do trecho bíblico, foi consultada uma versão online da Bíblia.
Link:<https://www.bibliaonline.com.br/acf/lc/11/52> 
Acesso: 04/03/2017.

quarta-feira, 8 de março de 2017

O "Progressismo": uma fantasia [08/03/2017]

O "Progressismo": uma fantasia [08/03/2017]
 Por Álvaro Vinícius de Souza Silva

Ideólogos “progressistas” são ilógicos: não veem que, quando eles mesmos envelhecem, a sobrevivência opta por ‘conservar’ porque toda mudança cega de hábito é um risco inapropriado para uma adaptabilidade cada vez menor, o que é bem diferente das crises, etapas de maturação, sendo determinadas, em termos brutos, no nível fisiológico. À nível social, continua esse mesmo sentido.
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Lema da bandeira: 'Ordem e Progresso'. É irreal ter o "Progresso", uma reta cujos pontos seguem indefinidamente, e uma "Ordem" que a mantenha numa só direção. De 1891 para cá, nada disso aconteceu.
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A adaptabilidade é uma capacidade interna dos seres, que procura 'conservá-los'. O "progresso" indefinido é um conceito antinatural e torna-se absurdo quando aplicado coletivamente, atado a inúmeras imprevisões de respostas. Nenhum grupo humano, com efeito, persiste coesivamente quando a única referência de princípio é uma expectação abstrata de 'progresso', uma loucura, predefinido ideologicamente nas Leis. Quem é "progressista" nega aspectos primários da realidade.

Publicados no meu perfil de rede social (Facebook).


segunda-feira, 6 de março de 2017

A Estrutura da Personalidade e a Objetividade

A Estrutura da Personalidade e a Objetividade
Por Álvaro Vinícius de Souza Silva
Data: 06/03/2017

Uma compreensão objetiva das coisas depende de uma cota mínima de formação pessoal, que é a maneira a partir da qual se estrutura a personalidade. Se a personalidade depende de uma “subcultura”, ou “estilo”, na qual a “mentira” e a “verdade” não são claramente ‘discerníveis’, embora sejam delimitadas por categorias arbitradas pelo poder de terceiros, terá traços psicológicos que rompem a “coerência” entre as suas ‘atividades da cognição’ e as suas ‘percepções reais’. Por ex., se o indivíduo percebe algo como verdadeiro, poderá deturpá-lo por meio das forças de suas ‘categorias de juízos’, tentando filtrar ou sabotar parcialmente um fluxo de percepções que o contraria numa questão. Nesse sentido, surge uma conclusão já razoavelmente permitida, anteposta assim provisoriamente: quanto mais baixo ou raso o desenvolvimento da real personalidade, já que sofre dependência de várias influências inapropriadas ou viciadas por uma cultura limitada de fatos, sobretudo pelo aspecto de ter sido realizada por uma edificação canhestra em cima de uma base assimilativa das formas externas estereotipadas, frequentemente acentuando-as pelo denominado mau caratismo ou angulando-as pelas inclinações malsãs ao convívio, maiores serão, então, as facilitações para essas personalidades pouco talhadas poderem arguir a qualquer custo, aproveitando-se das fragilidades e disputas simplórias. Por consequência, maiores serão os graus de sabotagem sobre até o que elas não tiveram por nenhuma ciência, intrometendo-se indevidamente, sob juízos viciados e confusos, em questões alheias como se fossem extensões de seus próprios habitats de vida.

Foi publicado também no Facebook [data: 06/03/2017].